Bons Sentimentos, by Marisa Pedroso


Um dia, um especial amigo, amante da medicina tradicional chinesa, conversou comigo sobre os ciclos da vida. Eu nunca mais me esqueci deste dia, desta tarde numa esplanada no Marquês do Pombal, em Lisboa, e desta visão do mundo. E isto alimentou a minha maneira de sentir a vida. Tive vontade de partilhar esta perspectiva com os mais chegados e o mesmo senti quando li o livro de Neale Donald Walsch: "Conversas com Deus". Por isso, agora faz todo o sentido também esta partilha com os leitores do meu querido Armazém de Ideias Ilimitada, a quem devo um pedido de desculpas, sem culpa, pela demora da chegada da minha crónica.

A vontade de espalhar a mensagem do amor, dizem muitos autores, pertence a muitas pessoas, fascinadas pela energia, pela gratidão, pelos saltos de fé e pela vida. Eu sinto isso também. Quando nós descobrimos o que é ser feliz, viver com Bons Sentimentos, também queremos que os outros sintam o mesmo. Ansiamos por mostrar o que é isso e como pode ser simples.

Lembro-me que, nesse dia, depois de ter passado a tarde na esplanada, depois do jantar, encontrei-me com a minha irmã de luz, a Adriana, terapeuta do riso e com quem partilhei a teoria dos ciclos. Ela percebe-me tão bem. Passamos horas com conversas sobre o comportamento humano, sobre a energia e sobre a vida. Juntas, somos tão clarividentes! E acabamos por nos ajudar uma à outra, de uma forma subtil e agradável.

A teoria dos ciclos é simples, mas deve ser aprofundada, deve ser sentida. Deixo aqui uma pequena e breve introdução.

A teoria dos ciclos diz-nos que, sempre que estamos em esforço, não somos naturais. Sempre que alguma coisa está a exigir muito de nós, sempre que vamos sem vontade, sempre que insistimos, sempre que nos esforçamos e esforçamos e nos desgastamos, é porque não é para ir, é porque não é para fazer, é porque não é para acontecer, agora. Talvez mais tarde...  

E ainda, é um sinal de que outra área da nossa vida nos está a pedir atenção!

Vou dar um pequeno exemplo. Imagina que estás a fazer um trabalho no computador, tens de o entregar ao chefe e não tens motivação, a tarefa não flui, o que podias fazer em meia hora está a demorar duas horas. Então, com certeza que há outra coisa na tua vida que te está a pedir atenção, se calhar só precisas de ligar a alguém, à tua amiga, e conversar um bocadinho com ela, sobre outro tema... A energia está a pedir isso. Estamos todos ligados, a tua amiga precisava de ti, tu precisavas de descontrair... e quando voltas ao computador, a tua tarefa flui rapidamente e com sucesso.

O mesmo se passa com as estações do ano, nem sempre nos apetece o inverno, mas ele é preciso, para que o verão chegue... e da mesma maneira que não podemos controlar isso, também não podemos controlar o nosso próprio ciclo, os ciclos da vida. Cada coisa tem o seu tempo, diziam sabiamente os antigos.  

Ás vezes, é a família a quem temos de dar mais atenção, outras vezes, são os amigos, outras vezes, são os nossos projetos e o trabalho e, às vezes, temos de abandonar tudo e ir embora. E temos mesmo de nos respeitar acima de tudo, para que tenhamos saúde e para que tenhamos sorte. Para que sejamos canalizadores de evolução e responsáveis pelos que nos rodeiam.

Por respeito aos ciclos da vida, demorei a escrever novamente para o meu querido Armazém de Ideias Ilimitada, mas claro, isso não ia ser por acaso, e a razão, percebi-a esta manhã, tudo serve para aprender e partilhar, para evoluir, e tinha de partilhar, porque é importante tu também conheceres os teus ciclos, aceitares cada um deles e, talvez, por vezes, não te compreendas quando estás numa fase diferente, mas há sempre alguém que te compreende... há sempre uma luz no fundo do túnel e Bons Sentimentos em qualquer lugar, num canto qualquer do mundo está sempre a vibrar o Amor.

Marisa Pedroso

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