O Paraíso Natural. Sim! Existe!

    
Fotografia by Vitor Sá

Muitos de vós, provavelmente, já conhecem este paraíso natural. As miúdas do Armazém descobriram-no no passado domingo. Andávamos ansiosas para organizarmos uma caminhada de lazer com o nosso parceiro Trilhos Nocturnos e, quando os desafiámos, a sugestão foi Berlengas. Aceite, na hora, sem pestanejar. E apesar do mal-estar experienciado em alto-mar (eu não sou exemplo, houve quem dominasse bem as ondas malditas e se mantivesse imune aos saquinhos SOS para enjoos), valeu a pena a aventura Berlengas. 

Fomos no Julius até à Ilha da Berlenga e tivemos tratamento VIP. A equipa, muito atenciosa com o grupo, apostou em nos proporcionar uma experiência plena a bordo da embarcação. Para alguns, o paraíso começou no mar... eu atravessei o inferno para lá chegar. 

A ansiedade de colocar os meus pés em terra firme, percorria-me o sangue enquanto tentava manter o olhar no horizonte e esquecer o balanço constante do barco que agitava as minhas entranhas. Mal chegada a terra, atirei-me para o chão para me recompor e a magia começou. A energia da ilha sente-se em cada metro quadrado. E o impulso para começar a explorar o paraíso fez esquecer os momentos difíceis passados em pleno oceano Atlântico. 






Após um pequeno briefing dos Trilhos Nocturnos, a aventura teve início. A descoberta da Berlenga, que é considerada Reserva Mundial da Biosfera da UNESCO desde 2011, passou pelo contacto próximo com as gaivotas-de-patas-amarelas e gaivotas-de-asa-curta que desconfiadas protegiam os seus ovos. Elas são donas e senhoras da ilha, estão por todo o lado e fazem-se ouvir em alto e bom som. Esta é a época da nidificação e por isso fomos privilegiados, porque pudemos observar de muito perto os ovos das bebés gaivotas prestes a nascer.







A Berlenga é um local de grande interesse botânico. Ao longo da nossa caminhada pudemos observar a viboreira, a arménia-das-berlengas, a erva-vaqueira-ibérica, entre tantas outras espécies. É uma paisagem muito diferente de tudo o que já vi até hoje, salpicada pelas tímidas lagartixas, que se escondiam à nossa passagem.

Houve tempo para tudo: 
- admirar a imensa paisagem marítima que nos faz sentir tão pequenos;

- aproveitar a praia e as suas águas transparentes;
- fotografar, fotografar e fotografar e ser fotografada pelo Vítor Sá, o fotógrafo oficial deste passeio e parceiro dos Trilhos Nocturnos;
- s
entir a natureza e a sua energia;
- visitar as grutas e descer até ao Forte de São João Baptista das Berlengas - Uma descida digna de um cenário de filmes de fantasia! Tenho de vos dizer que esta foi a parte da ilha que mais me fascinou. O Forte estava fechado, mas o enquadramento natural, a cor da água, a ponte, as formações rochosas daquele local  guardá-las-ei  na minha memória para sempre.
Antes de voltar a embarcar no Julius, fez-se a foto de família para mais tarde partilhar! Esta é a família Trilhos Nocturnos. Amantes da natureza, de caminhadas, de novas descobertas! Um grupo fantástico, onde as amizades crescem em cada quilómetro percorrido.




Fotografia by Vitor Sá



Fotografia by Vitor Sá





Fotografia by Vitor Sá





Saí da ilha de coração cheio e mais tranquila, porque sabia que a viagem de regresso seria pacífica. Mas foi muito mais do que isso. O grupo foi escoltado durante alguns minutos por um Tubarão Frade, que gentilmente se deixou observar no seu habitat. Acho que esta foi uma despedida de alto nível partilhada por todos os que aceitaram o convite de viver mais uma aventura na companhia dos Trilhos Nocturnos e das miúdas do Armazém.


Fotografia by Vitor Sá

Fotografia by Vitor Sá



Fotografia by Vitor Sá

O paraíso natural. Sim! Existe! E fica a 5,7 milhas a oeste do Cabo Carvoeiro.

Rosarinho

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